Pra não dizer que não falei da Fábrica
-Frank, preste atenção  ca-ra-lho!!
Ela dita o ritmo, o seu ritmo, o ritmo do seu coração. O que você fala, como você fala, com quem há de falar, seu tom de voz. Dizem quais são seus amores, seus desafetos. Moldam seu caráter antes que sua mãe te acomode ao primeiro colo. Sua própria mãe está na lógica desse inferno. Sua mãe é uma vítima da Fábrica, e nem disso ela sabe, meu caro. A Fábrica não admite falhas, não gosta de retrocessos que não satisfaçam sua vaidade. VAIDADE FRANK, VAIDADE!
Ela se alimenta do que ela descarta. Se não lhe faz sentido, mastiga, engole e caga uma nova parte, um novo projeto. É triste meu amigo, muito triste… Até os que se revoltam contra Ela, são parte de seu entretenimento diário, de sua comédia sem graça. Nunca houve nexo nessa história, Frank. Acho que seu combustível é o sangue da gente, e uma certa dose de lágrimas. Nosso combustível tá naquela garrafa ali, e naquele líquido existe o paradoxo de um combustível que só te dá energia pra te levar pra lugar nenhum. Nós existimos ali dentro, e tentamos resistir ali dentro também… aqui  fora é muito vago, tudo muito errado, e na minha cabeça sempre haverá a triste lembrança dos que foram engolidos por ela, seguidos de uma certa dose de dor. Você sabe o que é isso melhor que eu, meu caro, ou pelo menos deveria saber…A Fábrica te transformou num vírus, que atormenta a minha lembrança, como se fosse aquele raio de sol que atravessa sua cortina e esquenta sua face todo dia de manhã. A Fábrica te engoliu, Frank . E eu nada posso fazer.
por: Emerson Santos.

Pra não dizer que não falei da Fábrica

-Frank, preste atenção  ca-ra-lho!!

Ela dita o ritmo, o seu ritmo, o ritmo do seu coração. O que você fala, como você fala, com quem há de falar, seu tom de voz. Dizem quais são seus amores, seus desafetos. Moldam seu caráter antes que sua mãe te acomode ao primeiro colo. Sua própria mãe está na lógica desse inferno. Sua mãe é uma vítima da Fábrica, e nem disso ela sabe, meu caro. A Fábrica não admite falhas, não gosta de retrocessos que não satisfaçam sua vaidade. VAIDADE FRANK, VAIDADE!

Ela se alimenta do que ela descarta. Se não lhe faz sentido, mastiga, engole e caga uma nova parte, um novo projeto. É triste meu amigo, muito triste… Até os que se revoltam contra Ela, são parte de seu entretenimento diário, de sua comédia sem graça. Nunca houve nexo nessa história, Frank. Acho que seu combustível é o sangue da gente, e uma certa dose de lágrimas. Nosso combustível tá naquela garrafa ali, e naquele líquido existe o paradoxo de um combustível que só te dá energia pra te levar pra lugar nenhum. Nós existimos ali dentro, e tentamos resistir ali dentro também… aqui  fora é muito vago, tudo muito errado, e na minha cabeça sempre haverá a triste lembrança dos que foram engolidos por ela, seguidos de uma certa dose de dor. Você sabe o que é isso melhor que eu, meu caro, ou pelo menos deveria saber…A Fábrica te transformou num vírus, que atormenta a minha lembrança, como se fosse aquele raio de sol que atravessa sua cortina e esquenta sua face todo dia de manhã. A Fábrica te engoliu, Frank . E eu nada posso fazer.

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